1) São desaconselhados:
- na presença de um processo infecioso concomitante;
- nas lesões ulceradas ou secundariamente infetadas, onde podem contribuir para o seu agravamento;
- na urticária, onde são desprovidos de valor terapêutico;
- na acne vulgaris.
2) Contra-indicados na rosácea.
3) Reacções adversas:
- extensão e agravamento de uma infeção não tratada (por ex. tinea cutis e impetigo);
- atrofia da pele, que pode regredir, apesar de a estrutura original poder não ser restaurada;
- estrias atróficas irreversíveis;
- aumento do crescimento piloso;
- rosácea e dermatite perioral;
- granuloma gluteal infantil após uso de corticosteróides com oclusão por fraldas;
- acne no local de aplicação, em alguns doentes;
- despigmentação ligeira e cabelo fraco;
- possibilidade de absorção sistémica.
4) Escolha da formulação:
- Cremes hidrossolúveis são úteis para aplicação em lesões húmidas ou exsudativas;
- Pomadas são reservadas para as lesões secas, liquenificadas ou escamosas, ou quando se pretenda um efeito mais oclusivo;
- Loções podem revelar-se úteis quando se pretenda a aplicação duma dose mínima numa área mais vasta;
- A associação da ureia ou do ácido salicílico aos corticoides aumenta a sua capacidade de penetração;
- Uso de oclusão aumenta a absorção;
- Em geral, formulações em pomadas são mais potentes que cremes e loções;
- Os corticóides tópicos de alta e muito alta potência são desaconselhos por um período superior a 2-3 semanas e não devem ultrapassar as duas aplicações diárias;
- Os corticóides mais potentes devem evitar-se nos cuidados pediátricos, especialmente nos lactentes. O uso de corticóides deve igualmente ser acautelado durante a gravidez.