CLASSIFICAÇÃO INTERNA

INTERVENÇÃO BREVE TABAGISMO

 

AUTOR: Filipe Cerca (USF Valbom / ACeS Grande Porto II – Gondomar)
 
VALIDAÇÃO: Joana Rita Mendes (USF Sete Caminhos / ACeS Grande Porto II – Gondomar)
 
ATUALIZAÇÃO: 14/06/2018
Intervenção breve cessação tabágica [5A's]
[Not supported by viewer]
Abordar
É fumador?
[Not supported by viewer]
Aconselhar
a parar
[Not supported by viewer]
Disponibilidade na consulta para prosseguir
com intervenção
[Not supported by viewer]
Intervenção muito breve
[Not supported by viewer]
Deseja agendar consulta para deixar de fumar?
[Not supported by viewer]
Ex-fumador?
[Not supported by viewer]
Reforço positivo
Prevenir recaída
[Not supported by viewer]
Reforço positivo
Valorização abstinência
[Not supported by viewer]
Ver tabela:
Tratamento farmacológico tabagismo
[Not supported by viewer]
Intervenção oportunista a todos os utentes > 15 anos
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Prevenção de recaída se ex-fumador recente (< 1 ano)
[Not supported by viewer]
Informar sobre os riscos associados ao tabagismo e os benefícios pessoais da cessação tabágica
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Agendar consulta de cessação tabágica (MGF ou intensiva)
[Not supported by viewer]
Mostrar disponibilidade para voltar abordar o assunto
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Avaliar
a motivação
[Not supported by viewer]
Disposto a deixar de fumar?
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Intervenção
motivacional breve [5R's]
[Not supported by viewer]
Talvez,
nos próximos 6 meses
[Not supported by viewer]
Intervenção motivacional para resolver ambivalência
[Not supported by viewer]
Sim,
nos próximos 30 dias
[Not supported by viewer]
Apresenta critérios de acesso à intervenção de apoio intensivo
ou
manifesta vontade de ser seguido
em consulta de apoio intensivo
[Not supported by viewer]
Referenciar consulta de apoio intensivo
[Not supported by viewer]
Perguntas-tipo:

1) Relevância: encorajar o fumador a descrever em que medida o abandono do tabaco pode ser benéfico para o próprio e para a sua família. Até que ponto é importante para si deixar de fumar?

2) Riscos: pedir para identificar as potenciais consequências negativas do uso do tabaco. Valorizar os riscos imediatos e a longo prazo identificados pelo utente. Quais os riscos que identifica em continuar a fumar?

3) Recompensas: pedir que identifique os potenciais benefícios de parar de fumar. Reforçar os mais importantes, em particular para a sua saúde. Que benefícios identifica se deixar de fumar?

4) Resistências: solicitar que identifique barreiras/obstáculos que possam comprometer a decisão de parar, como o medo de falhar ou o receio dos sintomas de privação. Que dificuldades sente em deixar de fumar?

5) Repetição: repetir intervenção em todas as oportunidades, sempre que o utente não se encontre motivado. Ter particular atenção aos momentos de maior sensibilidade à mudança, tais como o diagnóstico de patologia grave que ponha a vida em perigo, ou um diagnóstico de gravidez.

[Not supported by viewer]
Técnicas comunicacionais que ajudam a aumentar a motivação e promover autonomia:

1) Utilizar perguntas abertas: questões que encorajem a pessoa a verbalizar intenção de deixar de fumar; 

2) Reforçar/validar: afirmações positivas e genuínas sobre pontos fortes e capacidades da pessoa;

3) Escutar de modo reflexivodevolver o que o utente diz com o objetivo de aumentar o seu autoconhecimento;

4) Fazer resumos: permite assegurar que o profissional está a compreender a informação que lhe está a ser dada.
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Apoiar
[Not supported by viewer]
Critérios para
tratamento farmacológico
[Not supported by viewer]
1) Negociar e marcar primeiro dia sem tabaco (dia D). Reforçar necessidade de não fumar após o dia D

2) Evocar estratégias práticas para lidar com as dificuldades e sintomas de privação (beber água, respirar fundo, adiar, mudar de tarefa)

3) Disponibilizar contactos de serviço

4) Avaliar necessidade de apoio farmacológico
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Acompanhar
[Not supported by viewer]
Rever recomendações nutricionais
[Not supported by viewer]
Recaída
[Not supported by viewer]
Tranquilizar e motivar
para nova tentativa
[Not supported by viewer]
1) Agendar consultas de seguimento (presenciais ou por telefone);

2) Em cada contacto avaliar abstinência; revêr plano terapêutico e eventuais efeitos adversos da medicação; elogiar progresso e reforçar a motivação; prevenir recaída e disponibilizar apoio
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
1) Oferecer apoio;

2) Explorar motivos que levaram à recaída e ajudar a encontrar soluções para lidar com o sucedido;

3) Propôr novo dia D;

4) Acordar novo plano de cessção e mostrar confiança e otimismo face ao futuro
[Not supported by viewer]
[Not supported by viewer]
Inclui:

1) Fumar nos primeiros 30 minutos após acordar
2) Fumar mais de 10 cigarros por dia 
3) História de sintomas de abstinência em tentativas anteriores

A não observação de alguma destas condições não exclui, no entanto, a possibilidade do uso de farmacologia.
[Not supported by viewer]
Ver tabela:
Intervenção nutricional durante cessação tabágica
[Not supported by viewer]
[Not supported by viewer]

BIBLIOGRAFIA:

Portugal. Direção-Geral da Saúde (DGS). Monofolha de23/11/2017. Algoritmo de atuação breve ou muito breve. Lisboa: DGS, 2017.

Portugal. Direção-Geral da Saúde (DGS). Linhas de orientação de 12/2015. Cessação tabágica e ganho ponderal – Linhas de orientação. Lisboa: DGS, 2015

Portugal. Direção-Geral da Saúde (DGS). Circular Normativa Nº: 26/DSPPS de 28/12/2007. Programa-tipo de actuação em cessação tabágica. Lisboa: DGS, 2007.