CLASSIFICAÇÃO INTERNA

ABORDAGEM DA FIBRILHAÇÃO AURICULAR

 

AUTOR: Filipe Cerca (USF Valbom / ACeS Grande Porto II – Gondomar)

VALIDAÇÃO: Rita Aguiar (USF Bom Porto / ACeS Grande Porto V – Porto Ocidental) 

PUBLICAÇÃO: 19/06/2019

Utente com taquicardia e suspeita de FA
[Not supported by viewer]
ECG confirma
diagnóstico de FA
[Not supported by viewer]
1) Sintomas incluem:
Palpitações, dispneia, tontura, fadiga, ansiedade, desconforto torácico, síncope.

2) Sinais incluem:
Batimento cardíaco irregular na auscultação e pulso irregular à palpação.

3) Fatores de risco incluem:
Idade > 60 anos, género masculino, hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, doença arterial coronária, valvulopatia, cardiomiopatia hipertrófica, DPOC, SAOS, Obesidade
[Not supported by viewer]
Definir estratégia terapêutica
[Not supported by viewer]
Hemodinamicamente instável
[Not supported by viewer]
Contactar apoio especializado
[Not supported by viewer]
FC > 120 bpm em repouso e sinais de instabilidade que incluem:

1) PAS < 90 mmHg com alteração do estado de consciência, tontura, dor torácica ou dispneia.
2) Sinais de isquemia aguda (dor torácica, alteração segmento ST ECG, elevação MNM)
3) Insuficiência cardíaca descompensada
[Not supported by viewer]
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Identifica outras causas 
secundárias reversíveis
[Not supported by viewer]
Tratar causa secundária
[Not supported by viewer]
Inclui:
1) Alterações acido-base ou hidroeletrolíticas
2) Pericardite / miocardite
3) Hipertiroidismo
4) Sepsis
5) Anemia / hemorragia GI
6) Hipotermina
7) Toxicidade farmacológica (antiarritmicos, lítio, beta-agonistas inalados)
8) Insuficiência cardíaca descompensada
9) Síndrome coronário agudo
10) Hipovolémia
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Suspeita de via acessória
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Complexos QRS largos / bizarros / polimorficos?
História de síndrome Wolff-Parkinson-White?
Onda delta em ECG prévio?
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Controlo de ritmo
[Not supported by viewer]
1) Duração do episódio FA inferior a 48 horas; ou

2) Sob anticoagulação com duração ≥ 3 semanas e sem tentativas anteriores de cardioversão sem sucesso.
[Not supported by viewer]
Controlo de frequência
[Not supported by viewer]
Ausência de hipocoagulação prévia (duração mínima de  3 semanas); e

1) Duração do episódio FA superior a 48 horas ou início desconhecido; ou

2) Episódio AVC / AIT ou tromboembolismo arterial periférico nos últimos 6 meses; ou

3) Doença cardíaca reumática ou presença de válvula mecânica.

NOTA:  o controlo de ritmo poderá ser ponderado posteriormente após completar período mínimo de hipocoagulação de 3 semanas. 
[Not supported by viewer]
FC ≥ 120 bpm
[Not supported by viewer]
Apresenta critérios de exclusão
para cardioversão farmacológica
[Not supported by viewer]
Cardioversão farmacológica
(ponderar apoio especializado)
[Not supported by viewer]
Ritmo sinusal
[Not supported by viewer]
Contactar apoio especializado
[Not supported by viewer]
Cardioversão eletrica
(contactar apoio especializado)
[Not supported by viewer]
Fatores que favorecem opção controlo frequência:
1) Idade > 65 anos
2) HTA
3) Sem história de insuficiência cardíaca
4) Preferência do utente
5) Refratário a tratamento prévio com antiarritmicos
6) Pouco sintomático
[Not supported by viewer]
Ver tabela:
 Lista e CI de fármacos utilizados no controlo de frequência na FA
[Not supported by viewer]
FC ≤ 110 bpm 
[Not supported by viewer]
Contactar 
apoio especializado
[Not supported by viewer]
Terapêutica oral
(manutenção)
[Not supported by viewer]
Ponderar anticoagulação de acordo com CHA2DS2-VASC
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Ponderar terapêutica para controlo de frequência se:
 
1) FC 100-119 bpm em repouso; ou 
2) FC > 130 bpm ao deambular.

[Not supported by viewer]
Inclui:

1) Bloq. de ramo (QRS > 120 ms)
2) BAV de 2º/3º grau
3) QTc prolongado (>480 ms)
4) K+ < 3 mEq/L
5) Utente sob antiarrtimico
6) Gravidez
7) Insuficiência renal ou hepática severa (Clearence creatinina < 35 ml/min)
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Ver tabela:
 Lista e CI de fármacos utilizados no controlo de ritmo na FA
[Not supported by viewer]
Ver algoritmo:
 Anticoagulação na Fibrilação auricular
[Not supported by viewer]
Sim
[Not supported by viewer]
Não
[Not supported by viewer]
Terapêutica de controlo de ritmo
[Not supported by viewer]
Opção controlo ritmo pode ser ponderada em utentes que permanecem sintomáticos apesar de controlo de frequência.
[Not supported by viewer]
[Not supported by viewer][Not supported by viewer][Not supported by viewer]

BIBLIOGRAFIA:

The Task Force for the management of atrial fibrillation of the European Society of Cardiology (ESC). 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. European Heart Journal (2016) 37, 2893–2962

Rohde et al. Management of acute atrial fibrillation and atrial flutter in non-pregnant hospitalized adults. 2017 University of Michigan Health System. Disponível em: https://www.guidelinecentral.com/summaries/management-of-acute-atrial-fibrillation-and-atrial-flutter-in-non-pregnant-hospitalized-adults/

Department of Clinical Effectiveness – Universisty of Texas MD Anderson Cancer Center. Atrial Fibrillation (AF) Management – Adult. 2018 University of Texas. Disponível em: https://www.mdanderson.org/content/dam/mdanderson/documents/for-physicians/algorithms/clinical-management/clin-management-atrial-fibrillation-web-algorithm.pdf